Solidão não é estar sozinha: é estar sem conexão
Solidão não é estar sozinha: é estar sem conexão
Não estou falando de estar sem pessoas por perto. Estou falando de estar sem vínculo.
Porque solidão não é ausência de gente. É ausência de conexão.
Você pode ter casa cheia, agenda lotada, família, trabalho…E ainda assim sentir um vazio difícil de explicar.
Como se ninguém estivesse realmente ali com você. Isso não é fraqueza. É humano.
A ciência mostra que a solidão afeta o corpo e a mente. Ela interfere no sono, aumenta o estresse, desorganiza o humor e até impacta a saúde física.
Ou seja: solidão não é drama emocional, é uma condição que mexe com o organismo inteiro, e muitas mulheres 50+ vivem isso em silêncio. A mulher que cuida de todos… e quase nunca é cuidada.
Quantas de nós passaram a vida sendo:
- a forte
- a que resolve;
- a que organiza;
- a que acolhe.
A gente aprende a ser útil mas, raramente aprende a ser acolhida.

E chega uma fase da vida em que os papéis mudam:
- filhos crescem;
- relações se transformam;
- ritmos se alteram;
- o corpo muda.
Só que muitas vezes seguimos vivendo como se nada tivesse mudado, e aí a solidão não vem apenas da falta de pessoas. Ela vem da falta de pertencimento.
Solidão não é o mesmo que isolamento É importante diferenciar:
- Isolamento é quando há pouca convivência social;
- Solidão é o sentimento de não estar conectada, mesmo estando com outros.
Você pode estar rodeada de gente e ainda assim se sentir invisível. E isso dói.
A boa notícia: conexão é escolha. E é treinável. Conexão não é quantidade de contatos, é qualidade de presença.
Às vezes, ela começa em gestos simples:
- uma conversa sem pressa;
- um café com quem te enxerga de verdade;
- um convite que você faz, em vez de esperar;
- um grupo, uma viagem, uma experiência que te tire do automático.
A ciência chama isso de “prescrição social”, eu chamo de voltar a habitar a própria vida. Não é sobre ocupar o tempo, é sobre nutrir o coração.
E tem outra camada: a conexão consigo mesma, muitas mulheres não estão apenas desconectadas das pessoas, estão desconectadas de si.
Mudou o corpo, mudou o ritmo, mudaram os desejos.
Mas seguimos tentando caber em versões antigas de nós mesmas, reconectar-se consigo é parte essencial do processo de se sentir pertencente outra vez.
Maturidade não é aprender a dar conta de tudo sozinha, é aprender a se relacionar melhor. Com os outros. E com você.

Então eu te pergunto:
- Você está cercada de pessoas… ou cercada de conexões?
- Você está acompanhada… ou está realmente em relação?
Solidão não se resolve com distração, se resolve com vínculo, verdade e presença.
E você, minha amiga, não nasceu para dar conta de tudo sozinha.
Você nasceu para pertencer…
O Convite para Habitar sua Própria Vida
Portanto, o caminho para superar a solidão não passa por preencher a agenda, mas por nutrir a alma. Reconhecer que o problema é estar sem conexão é o primeiro passo para uma vida mais vibrante.
Não aceite a invisibilidade como um efeito colateral do tempo. Permita-se baixar a guarda, buscar novos grupos e, acima de tudo, reencontrar a mulher que você é hoje.
Afinal, a conexão mais importante começa agora: entre você e o seu novo momento.
Patrícia Ceola

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